O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Paulo Siufi, disse que a venda de produtos diversos - o 'mercado persa' na Casa - vai continuar no espaço alternativo (chamado de vereódromo), que está localizado no saguão principal, entre os corredores principais do prédio.
Segundo Siufi, as indicações são feitas, normalmente, por vereadores da casa, “Os vereadores conhecem alguém que tem uma empresa e trazem um ofício com o pedido para mim”, declara.
Na mesa do presidente estão vários pedidos, desde corretoras de imóveis até empresa de engenharia civil. Ele diz que até o final de setembro o espaço alternativo deve ser ocupado por uma empresa de purificadores de água. “No caso das corretoras, por exemplo, não tem como liberar o espaço para elas. Eu nem cadastrei o pedido”, afirma Siufi, que neste caso, disse que pode, no máximo, ceder o espaço da câmara para promover uma palestra, “Se for de interesse dos funcionários”, completa.
A proprietária da empresa de purificadores de água, que deve expor seus produtos no espaço alternativo até o fim do mês, disse que a câmara municipal já é cliente da empresa e que, em visita ao local, percebeu que comerciantes vendiam seus produtos e também se interessou. “Conversei com uma assessora e falei que tinha interesse em vender meus produtos, preenchi um ofício e estou aguardando o agendamento”, relata.
Quanto ao critério de seleção, Siufi é bem claro, “Só podem expor produtos, as empresas que ofereçam algum tipo de benefício relacionado à saúde. Uma empresa de perfumes, por exemplo, não vai trazer nenhum tipo de melhoria para a saúde das pessoas”, argumenta.
Siufi garante que qualquer pessoa que tenha um estabelecimento, que atenda aos critérios do espaço alternativo, pode enviar um ofício requerendo o espaço para expor os produtos por um período de 15 dias.
Quando indagado sobre qual será a ordem de agendamento dos pedidos, o presidente da casa de leis diz que não haverá problemas, “Irei agendar de acordo com a ordem de chegada dos oficios”, explica.
Opiniões divididas
Entre os vereadores as opiniões são divididas. O vereador Alex (PT) disse que, por se tratar de um espaço público, deve haver uma normatização, “Acredito que deve se estabelecer critérios para continuar com a idéia. A mesa diretora decidiu e eu confio muito nas decisões do presidente, mas o espaço não pode ter um apelo comercial”, disse o vereador.
Já para o parlamentar Dr. Loester (PDT) a ideia esta tomando outros rumos, “Eu apoio desde que seja relacionada a artes e a cultura local, mas, do jeito que as coisas estão, a Câmara está virando um bazar”, completa.