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Reitor fecha PUC, mas alunos programam ato por 'festa da maconha'

Reitor fecha PUC, mas alunos programam ato por 'festa da maconha'

Redação

17/09/2011 - 06h00
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Após a suspensão das aulas e a interdição dos prédios da PUC (Pontifícia Universidade Católica) em Perdizes (zona oeste de SP) pelo reitor, estudantes decidiram fazer uma manifestação nesta sexta-feira (16) em frente à universidade. O evento está marcado para as 16h20 e é divulgado pelo Facebook.

O protesto ocorre depois que a reitoria tentou impedir a realização do 1º Festival de Cultura Canábica, que ocorreria no mesmo horário. Mais de 6.000 pessoas tinham confirmado presença no evento, que tinha como mote a discussão sobre a legalização do uso da maconha.

A frase "Não porte drogas!" é um dos primeiros avisos da página na rede social. Os estudantes também citam a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 187 do STF (Supremo Tribunal Federal) --usada no julgamento da Marcha da Maconha-- para justificar o evento.

"De forma a excluir qualquer exegese que possa ensejar a criminalização da defesa da legalização das drogas, ou de qualquer substância entorpecente específica, inclusive através de manifestações e eventos públicos"

Em ato divulgado na noite de ontem (15), o reitor Dirceu de Mello suspendeu as aulas e todas as atividades nesta sexta-feira no campus Monte Alegre, em Perdizes.

O documento afirma que as festas na universidade ganharam "proporções inadmissíveis" por causa do barulho, da duração dos eventos e do "não dissimulado uso de bebidas alcoólicas e entorpecentes, afora outras condutas reprováveis".

Segundo os estudantes, essa não é a primeira festa que a reitoria tenta impedir. Uma festa junina marcada para 18 de junho deste ano e que iria acontecer no prédio "Corredor da Cardoso" teve que mudar de local.

Eles dizem que a reitoria fechou o prédio para reformas antes do evento. "Fizeram isso porque vinha gente das cidades baixas para a festa", diz a estudante do 2º ano de

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