O recapeamento dos 7,5 quilômetros da avenida Afonso Pena vai "modificar a cara" do cartão postal de Campo Grande. Para o governador André Puccinelli e o prefeito Nelson Trad Filho a obra representa um anseio antigo da população campo-grandense e é considerada um presente para a cidade. "Essa obra é o presente do governo do Estado para Campo Grande", sustentou Puccinelli. O prefeito completou afirmando que "recebemos a obra com muita alegria, porque é uma necessidade antiga de Campo Grande para uma das vias mais emblemáticas da cidade". A via existe desde 1910 e é a primeira vez que recebe nova pavimentação.
Toda essa mudança, que vai "repaginar" a Afonso Pena funciona também, segundo o diretor presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Rudel Trindade Júnior, como um "embalo" para os investimentos previstos de R$ 280 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento II (PAC da mobilidade). Segundo Rudel, a repavimentação seguida da remodelação e revitalização dos canteiros centrais da via são mudanças que não precisarão ser feitas no local quando os recursos do governo federal chegarem.
Com os R$ 280 milhões do PAC II, entre outras obras, a prefeitura vai instalar corredores de ônibus na Afonso Pena, uma das artérias do trânsito da capital. "Quando as obras do PAC da Mobilidade chegarem já não vamos precisar pensar na repavimentação porque já estará pronta", afirma.
Enquanto o governo do Estado investe R$ 6,8 milhões no recapeamento, a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha) faz a retirada de 220 vagas de estacionamento antes localizadas nos canteiros centrais e a revitalização desses espaços. A estimativa é que a supressão do estacionamento e a revitalização dos canteiros estejam prontos em 40 dias.
Durante a assinatura da ordem de serviço para início das obras na via, ontem de manhã, Trindade afirmou que no primeiro momento não haverá alargamento da pista da Afonso Pena, mas que com as obras do PAC isso será necessário. "É só pensar que quando os corredores começarem a ser implantados a pavimentação terá que ser colocada apenas no corredor".
Estacionamentos
Com a retirada das 220 vagas os motoristas terão que buscar estacionamentos particulares ou então em vias laterais. "A retirada do estacionamento é um projeto necessário, porque atrapalha o trânsito. Para sair ou para procurar uma vaga uma pista trava, sem contar as filas duplas que se formam", afirmou Rudel, lembrando que o foco dessa medida é melhorar o tráfego. "Os motoristas terão que se adequar, procurar vagas em vias laterais e nos estacionamentos particulares".
Segundo o diretor da Agetran, outra alternativa são os estacionamentos das empresas. "Muitas empresas já estão pensando nisso e criam estacionamento próprio para os clientes". Segundo o prefeito Nelson Trad Filho, os empresários que pretendem abrir um estacionamento privado no centro da cidade contam com incentivos fiscais, com redução nas taxas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e do Imposto sobre Serviços (ISS).
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