Em Campo Grandem, o Dia Mundial do Coração será comemorado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) com duas ações programadas para a próxima sexta-feira (30 de setembro). A primeira atividade é um encontro que vai acontecer na Escola de Saúde Pública, das 7h às 11h.
Serão ministradas palestras, por profissionais da saúde sobre diversos temas, tais como: A importância da prevenção de acidente vascular cerebral (AVC), Atividade física na promoção da saúde, Alimentação nutricional – uso abusivo do sal e de tabaco como fator de risco para doenças cardiovasculares.
Também para o dia 30 de setembro, das 17h às 20h30min, a Sesau organizou algumas ações na Praça Belmar Fidalgo. Quem for ao local poderá medir a pressão arterial, o IMC (Índice de Massa Corporal), receber orientações sobre alimentação saudável e sobre os malefícios do cigarro.
Em Campo Grande, as doenças do aparelho circulatório (doenças do coração) responderam, em 2010, por 29,9 % do total de mortes na população (ou seja, foram 1.301 óbitos do total de 4.621 mortes por causas variadas). O infarto agudo do miocárdio teve a maior incidência, com 307 óbitos, que corresponderam a 22,23% de mortes registradas por esta causa. A faixa etária de risco é a partir dos 50 anos.
Até o mês de agosto deste ano, foram cadastrados 62.149 pacientes com hipertensão arterial nas unidades de saúde do município. Segundo dados da Vigilância dos Fatores de Risco por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde, em 2010 o percentual de adulto maior ou igual a 18 anos com hipertensão arterial atingiu 23,5% da população de Campo Grande.
As doenças mais comuns ligadas ao coração são: infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, arritmias e derrame cerebral. Entre os fatores de risco estão o colesterol alto, o tabagismo, a hipertensão arterial, a obesidade e o sedentarismo.
O aparecimento de doenças cardiovasculares também possui um componente genético. Quem tem parentes de primeiro grau que desenvolveram o problema antes dos 50 anos (no caso dos homens) e antes dos 60 anos (no caso das mulheres) tem mais chances de sofrer do coração.