A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) realizou um procedimento para confirmar se a estudante do colégio Alexander Flemming foi realmente infectada pelo vírus H1N1. A coleta da mucosa da menina foi feita na tarde da última sexta-feira (30). De acordo com Erci Hirota, chefe de epidemiologia do Sesau, a verificação do laboratório particular mostrou que o vírus é do tipo A, mas é necessário descobrir qual é o suptipo e apenas a saúde pública pode fazer essa identificação.
Conforme o secretário de saúde Leandro Mazina, dentro dos tipos de vírus da gripe (A, B, e C) existe o que de fato é capaz de identificar a doença, os subtipos. “O tipo A pode ser H1N1, H3N3 e outros. A única coisa confirmada até agora é que se trata de Influenza A, mas não sabemos se é H1N1”, explicou.
O secretário ponderou que o “alarde” foi precipitado e também que o médico e o laboratório que identificaram a gripe A na criança tinham a obrigação de informar os órgãos de saúde sobre a ocorrência. “Houve negligência e a escola começou a tomar medidas por conta própria, quando quem deveria estar à frente de qualquer ação em casos assim seria a Sesau”.
Ele lamentou o fato de nem o colégio ou a rede particular em que a criança foi atendida terem informado a saúde pública sobre a situação. “Nós é que corremos atrás porque soubemos do caso pela imprensa”, disse. O teste, que desde maio já é feito em Campo Grande, sai em no máximo 15 dias, mas conforme Mazina, “a possibilidade de ser H1N1 é bem remota”, avalia.