Cidades

JULGAMENTO

Testemunha diz que médico de Michael Jackson não disse ter dado medicamento ao cantor

Testemunha diz que médico de Michael Jackson não disse ter dado medicamento ao cantor

Redação

04/10/2011 - 06h00
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A cardiologista Thao Ntueyen, que iniciou seu depoimento no julgamento de Conrad Murray às 15h45 (horário de Brasília), serviu para mostrar de forma um pouco mais aparente o tamanho da preocupação que o acusado tinha em relação ao Propofol, anestésico responsável por colocar fim à vida de Michael Jackson.
Segundo Ntueyen, que já trabalhava na UCLA (Universidade de Los Angeles) na época da morte do cantor, em junho de 2009, ela foi chamada para ir à emergência para atender o paciente VIP que ali se encontrava, no caso, o rei do pop - pois era dela a responsabilidade sobre os casos mais críticos de problemas cardíacos na instituição.

A cardiologista, então, afirmou ter conversado com o Dr. Conrad Murray e lhe questionado se havia dado a Jackson algum anestésico fora o calmante lorazepan naquele dia, receitado, segundo ele, pelo fato de o cantor estar "cansado devido aos ensaios para a série de shows que faria em Londres".
"Ele (Murray) se apresentou como o médico particular de Michael Jackson", explicou Ntueyen. "Perguntei se tinha outros narcóticos ou remédios além daquele (lorazepan) que ele havia citado, e ele disse, 'não há outras drogas'".

A médica ainda lhe indagou sobre o horário em que o remédio havia sido aplicado e fez a mesma pergunta a respeito da ligação que fez à emergência ao constatar que Jackson não respirava.
"Ele não soube me responder. Disse que estava sem relógio e tampouco conseguiu citar um horário aproximado", afirmou a testemunha.
Apenas 15 min após o início do depoimento da cardiologista - precedido pelo de dois executivos de companhias de telecomunicações americanas -, o juiz Michael Pastor suspendeu a sessão para almoço, que deve durar até as 17h30 (horário de Brasília) desta segunda-feira (3).

O caso

Dr. Conrad Murray é acusado de matar o cantor Michael Jackson com um dose letal de propofol no dia 25 de junho de 2009, poucos dias antes do astro pop iniciar a turnê de 50 shows This Is It.
Seu julgamento, com júri popular, deu início na última sexta-feira, 27 de setembro, e deve ser por cinco semanas. A promotoria do caso alega "grosseira negligência" do médico na dosagem do anestésico, enquanto a defesa diz que Michael Jackson teria se automedicou até a morte 

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