O delegado responsável pelo caso da morte do PM Humberto Aparecido Rolon, de 40 anos, na segunda-feira (3), em uma loja de pneus da Capital, deve enviar as imagens da câmera de segurança de uma farmácia ao lado do local do crime onde aparece os suspeitos chegando em uma moto para análise da perícia ainda hoje.
Segundo o adjunto da 4ª DP Devair Aparecido, pelas imagens é possível identificar dois homens chegando em uma motocicleta, provavelmente, modelo Bros. “Vou encaminhar estas imagens ainda hoje para a perícia”, explica.
As investigações seguem para descobrir detalhes da vida social e profissional do policial. “Vou interrogar a família e vou verificar se a vítima trabalhava em algum outro estabelecimento como segurança”, aponta Devair explicando que como policial militar, a vítima pode ter adquirido alguns desafetos nos anos em que atuou como PM.
Humberto atuava em Ponta Porã (MS) e se mudou para Campo Grande após receber ameaças de morte por telefone. Ele registrou um boletim de ocorrência em agosto de 2009, onde relata que recebia ligações em que uma voz masculina dizia que se ele voltasse para Ponta Porã iria morrer.
O delegado não tem dúvidas de que o crime tenha sido execução encomendada. “Agora estamos investigando várias hipóteses e checando a vida do policial para encontrar os responsáveis pelo assassinato” conclui Devair.
Imagens
No começo das imagens é possível ver a moto azul escura com os dois suspeitos. Logo em seguida, um deles desce da moto e tira o capacete enquanto anda. Ele vai em direção à loja e volta. No canto superior da imagem é possível ver um pouco do rosto do suspeito. Depois ele volta para o estabelecimento para cometer o crime.
Crime
A vítima estava em uma loja de pneus, na avenida Interlagos com Spipe Calarge, por volta das 16h40min de segunda-feira (3), quando um homem entrou no estabelecimento e efetuou cinco disparos nas costas do policial.