As obras do primeiro crematório de Campo Grande, orçado em mais de R$ 2 milhões, devem começar em fevereiro do próximo ano. A estimativa é da empresa Pax Nacional, responsável pelo projeto que será edificado na Avenida Tamandaré, em frente ao cemitério Jardim das Palmeiras. A previsão inicial é que o Crematório, de iniciativa privada, realize a cremação de 3 a 5 pessoas por mês. O custo dos serviços deve acompanhar a média nacional e poderá variar de R$ 2.500 a R$ 3 mil.
Segundo o diretor executivo da Pax, Artur De Carli, a licença prévia da obra já foi liberada pela Prefeitura Municipal. Agora, segundo ele, a empresa está agilizando a documentação, visando cumprir todas as determinações exigidas, para obter ainda em novembro a licença de instalação. “Aprovando a licença vamos iniciar o projeto de construção civil. A previsão é que possamos iniciar a obra em fevereiro de 2012”, destacou o diretor. O projeto conta com equipamentos de alta tecnologia, como fornos, filtros e chaminés que controlam a emissão de gases. “Estamos sendo bastante criteriosos em relação as questões ambientais exigidas para implantação do crematório”, frisou.
O diretor diz que a empresa está ciente que a demanda inicial pelos serviços deve ser baixa. “A cultura da cremação é mais arraigada em grandes centros. Em estados onde já existem crematórios, como no Rio Grande do Sul que possui 8 empresas, o índice de cremações é de apenas 2%. Mas percebemos que há demanda forte aqui na Capital”, salientou.
CONVÊNIO
De acordo com o vice-prefeito Edil Albuquerque, que também é o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedesc) o empresariado da Capital está tendo uma atenção e uma visão no progresso da Capital, com a diversificação de atividades. Ele enfatiza que também está em fase de análise um crematório para pequenos e grandes animais na Capital, que tem investimentos previstos de R$ 700 a R$ 800 mil.
O vice-prefeito diz que o crematório recebeu incentivos e isenções da Prefeitura como outras empresas. que tem os projetos aprovados pelao Prodes A diferença, segundo ele, deve acontecer na contrapartida exigida. “Assim como acontece com outras empresas, no caso do crematório a contrapartida virá em forma de auxílio nos serviços funerários. “No caso este atendimento será gratuito ou mediante o pagamento de uma taxa mínima”, salientou.
Edil enfatiza que “o poder público tem responsabilidade com estas pessoas. O crematório seria mais uma opção de poder garantir um sepultamento digno. O convênio deve abranger não apenas o crematório humano, mas também o de animais para ajudar o CCZ na destinação de cães que precisam ser sacrificados”, acrescentou.
Confira a entrevista com o vice-prefeito Edil Albuquerque.