O prefeito Nelsinho Trad (PMDB) antecipa-se: "Do jeito que estamos, projetando até 800 mil habitantes é possível haver um controle, ter as rédeas da situação."
Inquieto com o fenômeno migratório, opina: "Ultrapassada essa cifra, não se inibe nem se freiam problemas nas áreas de saúde, educação e segurança." O prefeito diz que se baseia em informes da Organização das Nações Unidas (ONU).
O professor de Geografia Humana Sérgio Ricardo de Oliveira Martins, do Centro de Ciências Exatas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul entende que, pela taxa de crescimento anual de 1,17%, o Brasil chegaria em 2039 com mais de 264 milhões de habitantes. "Contudo, a projeção feita pelo IBGE indica que nesse ano o País deverá contar com pouco mais de 219,1 milhões de habitantes, passando a experimentar um crescimento negativo a partir de 2040, chegando em 2050 com 215,2 milhões", analisa.
Aplicada a mesma projeção feita para o País, em 2039 a Capital contará com pouco mais de 905 mil habitantes e, em 2050, com aproximadamente 888,7 mil. "É difícil precisar quando Campo Grande tera 1 milhão de habitantes. É razoável supor que isso não ocorrerá pelo menos nos próximos 20 ou 25 anos", assinala.
Embora o cálculo de Martins seja feito sobre uma população de 787,2 mil habitantes, o IBGE informou ao Tribunal de Contas do Estado uma estimativa de 796,2 mil habitantes.
Conforme o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, aplicando-se a taxa anual de crescimento de 1,66% (relativa a MS no ano passado), só dentro de 15 anos a cidade alcançaria um milhão de habitantes. No entanto, o professor considera que esse ritmo vai desacelerar significativamente nos próximos anos.
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