Amanhã pela manhã o Cepol (Centro de Polícia Especializada) não irá funcionar em Campo Grande. A paralisação articulada pelo Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul) reivindica melhores salários e condições de trabalho. “Convocamos assembleia com o governador desde julho e não fomos atendidos, agora vamos fazer uma interna e decidir se vamos paralisar por mais tempo”, afirma o presidente do sindicado, Alexandre Barbosa da Silva.
Às 8h, Policiais Civis irão se reunir em frente ao prédio da Cepol, na Av. Ceará com a Rua Pernambuco. Segundo Alexandre, o local está com os banheiros interditados e não possui bebedouro – policiais e público que necessitem do serviço tem de recorrer ao posto de combustíveis ao lado. “Hoje temos 1.100 investigadores e 340 escrivães, hoje com o pior salário do Centro-Oeste e o 18º pior do país. O quadro ideal seria de 1.800 investigadores e 600 escrivães”, aponta Alexandre.
A operação é chamada de “Cumpra-se a lei” e tem por objetivo fazer ser cumprido à risca o que determina o regulamento do exercício profissional do policial, o que muitas vezes não acontece por falta de efetivo e condições adequadas de trabalho, como viaturas em perfeito estado de conservação, utilização de armas e equipamentos somente da administração pública.
Na Cepol estão reunidas cinco delegacias especializadas e a paralisação será de 24 horas. Conforme o Sindicato, a situação do prédio do Cepol é crítica, tendo sido até notificado pela Vigilância Sanitária ano passado em razão das precárias condições. A diretoria protocolou uma representação no mês de setembro deste ano contra o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, cobrando providências, mas até o momento não foi atendida.