Uma criança de 1 ano e 8 meses morreu por leishmaniose no Hospital Universitário, em Campo Grande. Ele era morador de Três Lagoas e passou pelo Pronto Atendimento (PA) no dia 24 de outubro com febre. Ele retornou ao PA no dia 26, já com sintomas próprios de quem contraiu leishmaniose: febre, palidez, aumento do baço e icterícia. No mesmo dia foi encaminhado para o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, chegou a ser internado, mas em seguida transferido para internação em Campo Grande.
Ele residia na Vila Carioca e era aluno do Centro de Educação Infantil (CEI) do Guanabara. O trabalho dessas equipes foi averiguar as condições em que vive a família e orientá-la sobre o manejo ambiental do local onde residem. Além disso, todos os membros da família, que conviviam com essa criança, foram encaminhados às Unidades de Saúde para exames, que certifiquem se estão ou não contaminados com leishmaniose.
Este é o primeiro óbito por leishmaniose neste ano, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde. Até agora foram registrados oito casos, sendo um óbito, o da criança. No ano passado, foram registrados 17 casos, vindo dois a óbito.
“Sentimos e lastimamos profundamente a morte dessa criança. O fato nos leva a tomarmos consciência da responsabilidade que todos temos para evitar que se repitam esses casos”, observou Eliane Brilhante. “Ao lado das ações, que realizamos para combater a Dengue e a Leishmaniose, como Operação Cidade Limpa, passeatas, palestras e distribuição de material educativo, toda a população deve colaborar, mantendo limpos os seus quintais e evitando tudo o que possa ser propício ao criadouro de mosquitos de transmissão de Dengue e Leishmaniose”, orientou. As informações são da assessoria da saúde de Três Lagoas.