Estudantes e professores da Universidade de São Paulo (USP) irão fazer um ato público nesta quinta-feira (10), às 14h, no Largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito, que declarou há mais de um mês o reitor João Grandino Rodas como ‘persona non grata’.
Os estudantes da USP declaram greve na última terça-feira, após a detenção de 72 pessoas (68 estudantes e quatro funcionários) que ocupavam a reitoria. Os professores da universidade decidiram apoiar o movimento, mas não aderiram à greve.
A concentração dos estudantes começou às 12h em frente ao prédio de História e Letras da USP, de onde os manifestantes devem sair de ônibus em direção ao centro da capital.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) reivindica um “outro projeto de segurança” para a USP, no qual a reitoria se responsabilize por um plano de iluminação no câmpus, política preventiva de segurança, abertura do câmpus à população para que aumente a circulação de pessoas, abertura de concurso público para uma guarda universitária treinada para prevenção dos problemas de segurança e com efetivo feminino para a segurança da mulher, mais ônibus circulares e um transporte que ligue a universidade ao metrô Butantã.
Os alunos querem a saída da Polícia Militar do câmpus, o fim do convênio da USP com a Secretaria de Segurança Pública, a liberdade aos presos (sem punições administrativas ou criminais), a retirada de todos os processos “movidos contra estudantes por motivos políticos” e a saída do reitor João Grandino Rodas.
Ocupação da reitoria
A ocupação da reitoria da universidade foi iniciada na madrugada do dia 2, após uma assembleia de estudantes decidir pela desocupação da FFLCH – invadida após três estudantes serem detidos por estarem fumando maconha. A Tropa de Choque da Polícia Militar fez a desocupação e deteve 72 pessoas que estavam no local. Às 5h10, munidos de cassetetes, escudos e armas com balas de borracha, 400 policiais arrombaram um portão que dá acesso à reitoria e foram de encontro aos estudantes, com apoio aéreo de dois helicópteros e da cavalaria. Os alunos foram levados para o 91º Distrito Policial e foram soltos após pagar fiança de R$ 545.