O segundo acusado de participação no assassinato do vigia Pedro Eudes de Moura, 61, vai a júri popular amanhã (22), às 8h, no Fórum de Campo Grande. Ribamar Osório de Paiva é acusado de matar o vigia junto com Ezequiel Guimarães de Paula, já condenado a 18 anos, no dia 17 de março de 2010, no bairro Santa Luzia.
O motivo do crime seria o fato de a vítima ‘agir como policial’ no bairro, com denúncias e prisão de ladrões. Ribamar de Paiva respondia as acusações em liberdade até poucas semanas atrás, mas agora se encontra preso por tráfico no Santa Luzia.
“Esperamos apenas que seja feita justiça”, completa Enir de Moura, filha de Pedro. Na audiência também estará a mãe, o irmão de Enir e a comunidade do bairro Santa Luzia.
O caso
O vigia foi morto a tiros, facadas e golpes de barra de ferro. O problema teria ocorrido pelo fato do vigia agir contra os traficantes das ‘bocas de fumo’ na Vila Dedé, conforme informações dos policiais que apuraram o caso. Seu Pedro, como era conhecido no bairro, fazia a vigilância de bicicleta.
Naquela madrugada, ele foi vítima de uma emboscada. Um dos suspeitos derrubou a vítima com um golpe de barra de ferro, aplicado em suas costas. Já no chão, ele foi esfaqueado. Ribamar teria retirado a arma do bolso do vigia e efetuado dois disparos. Seu Pedro ficou caído no local, onde morreu.
Segundo informações da polícia, Ezequiel teria confessado o assassinato do vigia, relatando que desferiu 10 facadas contra Moura. Ainda conforme a polícia, Ezequiel justificou o crime dizendo que o vigia toda vez que o avistava chamava a polícia e o acusava de ser ladrão.