Depois de duas mortes em Campo Grande decorrentes da picada de escorpião e cobra, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), em parceria com a o Centro Intregrado de Vigilância Toxicológica (Civitox) realizou ontem a capacitação de 400 servidores da rede pública de saúde. Médicos, enfermeiros e outros técnicos do setor receberam informações sobre como identificar os sintomas e reações das picadas desses animais e também como proceder diante da ocorrências de acidentes com animais peçonhentos que não são comuns em Campo Grande.
A chefe do serviço de controle de animais peçonhentos do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Sílvia Barbosa do Carmo afirma que o crescimento de Campo Grande e o processo de urbanização promovem a vinda de alguns animais que não são comuns à fauna do Cerrado. "É o caso da aranha viúva-negra, do escorpião amarelo e da lagarta lonômia, que não são naturais daquii, mas já causaram acidentes e inclusive morte".
Como a migração é impossível de ser controlada, Sílvia destaca que a melhor maneira de evitar contato e acidentes com esses animais é a limpeza de quintais e terrenos, além do hábito de não acumular materias velhos nas casas.
No ranking de animais peçonhentos que mais causam acidentes estão as cobras, seguidas dos escorpiões e aranhas , mas coforme a chefe do CCZ, "os ataques de escorpiões são os que mais nos preocupam, porque é o que mais acontece na capital". A orientação a quem for picado por escorpião ou outro animal peçonhento é procurar "imediatamente um posto 24 horas".
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