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Revitalizada, Ferroviária terá museu, café e espaço para lazer

Revitalizada, Ferroviária terá museu, café e espaço para lazer

Redação

10/12/2011 - 00h02
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Construída em 1914 e abandonada desde o início dos anos 2000, a Estação Ferroviária de Campo Grande – um marco da chegada Rede Ferroviária Federal à cidade – foi revitalizada e a partir do próximo ano abrigará um museu, um café e um espaço para lazer e cultura. No dia 19 deste mês, às 19h, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Prefeitura de Campo Grande inauguram a reforma do prédio, situado na Avenida Calógeras, no centro da Capital. A partir de então, o município ficará responsável por ocupar e administrar o espaço.

Foram investidos R$ 2,4 milhões, recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, na obra, que incluiu a restauração e a adequação da estrutura para abrigar o espaço cultural. Durante pouco mais de um ano — a revitalização teve início em setembro de 2010 — técnicos do Iphan e operários trabalharam na recuperação de toda a fachada — desde o Armazém Cultural (antigo galpão que já havia passado por reforma), próximo a entrada da Feira Central, até a plataforma de embarque e desembarque, que termina no cruzamento da Calógeras com a Avenida Mato Grosso — e do interior da estação.

A antiga bilheteria foi recuperada com base em fotos tiradas em 1930 e também o relógio que ficava na fachada do prédio foi restaurado e voltará a funcionar no local original. As portas, esquadrias, janelas, os portões e corrimão de ferro em ruínas foram restaurados. Até uma logomarca de cobre da Noroeste do Brasil que ficava em um portão e havia sido roubada foi fabricada em metal e instalada no loca de origem.

Os arquitetos mantiveram nas paredes internas e na fachada a mesma cor usada para pintar a estação quando ela foi construída. "Fizemos um trabalho chamado prospecção pictórica, que consiste e raspar as paredes até chegar a primeira camada de tinta usada e conseguimos imitar a cor original em todo o prédio", explicou o chefe da Divisão Técnica do Iphan, André Luiz Rachid.

Durante a pesquisa, trabalhos artísticos feitos nas paredes foram encontrados pelos restauradores e serão reproduzidos nas paredes. "Descobrimos roda meios e roda tetos originais da época. Tudo isso será mantido", completou a arquiteta do Iphan, Renata Domigues. Além da pintura, ladrilhos hidráulicos, piso produzido artesanalmente (um a um) e muito usado nas construções do século 19, foram encontrados embaixo de outros pisos mais modernos. Eles foram restaurados e ladrilhos semelhantes foram fabricados para cobrir as falhas.

A cobertura de zinco original também foi mantida, mas o telhado foi revestido com um manta termo-acústica, que protegerá o espaço do calor e do excesso de barulho. "Esse telhado de zinco, quando chove faz um barulho horrível, impossibilitando, por exemplo, que naquele momento seja realizada alguma apresentação artística. O isolamento termo-acústico vai melhorar muito essa questão", afirma André Rachid.

 Modernização

Além da parte da restauração, o prédio teve de ser adequado às regras atuais de acessibilidade e segurança. Para tanto, nas calçadas foram instaladas pista tátil e rampas. No interior da estação foi construído um reservatório de água necessário em caso de incêndio.

Todo o prédio será climatizado com condicionadores de ar e também foi instalado cabeamento para internet e telefone.

 Destinação

O prédio da Estação Ferroviárias abrigará o Centro de Documentação e Referência da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB)/Rede Ferroviária Federal S.A., que será administrado pela Prefeitura de Campo Grande. O projeto de revitalização também prevê um espaço destinado a uma lanchonete ou café e para a realização de eventos, uma sala "multiuso" foi construída em vidro blindex no final da antiga plataforma de embarque e desembarque de passageiros aproveitando as pilares feitos com trilhos de trem, que sustentam a cobertura da plataforma.

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