Cleide Velasques, de 38 anos, foi presa ontem (17) pela Força Tática do 10º Batalhão de Polícia Militar e Rotac (Rondas Ostensivas Táticas e Ações de Choque) acusada de tentar matar um policial militar na noite de sexta-feira (16), em Campo Grande;
De acordo com a polícia, ela foi encontrada em uma casa próximo ao local do crime, no assentamento Santa Mônica. Cleide alega que o crime foi premeditado com a ajuda da esposa do PM e de um homem conhecido como Paulão.
Ela, que teria um caso com a mulher do policial, é acusada de ter efetuado seis disparos contra ele, que foi atingido no rosto por três balas. O objetivo do crime, segundo Cleide, era ficar com a casa do policial, e a esposa, com a pensão. A mulher também teria um caso com Paulão, de acordo com informações de populares.
Após os tiros, o PM conseguiu fugir em busca de socorro, mas foi perseguido por Cleide por cerca de 1 km. O Corpo de Bombeiros então foi acionado e a vítima foi levada para a Santa Casa, onde passa bem.
A polícia passou a fazer diligências e encontrou Cleide que levou os policiais até o local onde as armas estavam escondidas, tanto o revólver usado no crime, quanto a pistola do policial que foi furtada.
As armas, algumas munições e as cápsulas deflagradas estavam escondidas sob madeiras, dentro de um saco plástico, em um bambuzal nos fundos da casa de Paulão. Segundo Cleide, ele ficaria com a pistola. Para efetuar os disparos, a autora teria usado luvas cirúrgicas, para não deixar vestígios do crime.
Em depoimento, a esposa do PM nega a versão apresentada por Cleide e nega qualquer envolvimento no crime, alegando que inclusive o acompanhou até o hospital.
Paulão também nega participação e desmente a versão de Cleide.