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NELSINHO TRAD:

'Prefiro o surrado jargão: o futuro a Deus pertence'

'Prefiro o surrado jargão: o futuro a Deus pertence'

Redação

18/12/2011 - 18h11
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Na visão do prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) ainda há muito o que fazer em Campo Grande. Ele reconhece que a Capital caminha para se consolidar como uma metrópole regional, graças aos centros de pesquisas avançadas e núcleos de difusão do conhecimento, expansão dos centros de excelência em diversas áreas da medicina e a instalação de unidades militares de altíssimo padrão tecnológico.

Para quem considera 2012 não "o último ano de mandato", mas apenas "um ano a mais" – o que ele transmite à equipe –, a curto, médio e longo prazos, é a pretensão de consolidar sistemas viários integrados, complexos de lazer, obras de saneamento e contenção de riscos, programas habitacionais, instalação de redes escolares, creches estrategicamente distribuídas e rede pública de saúde. É um grande leque de obras, nota-se.

Paralelamente, Nelsinho se compromete a fortalecer programas de incentivo à criação de empregos e qualificação de mão de obra, forte binômio que sintetiza as exigências da cidade cuja expansão é cada vez mais acelerada.

"Não me atreveria a tanto", ele responde, sem delongas, quando solicitado a passar uma receita ao sucessor.

A respeito do seu futuro político – a possível disputa do governo para o período 2014-2018 – o prefeito esquiva-se com o surrado jargão: "O futuro a Deus pertence. O que vou fazer depois, só o tempo dirá." Garante que até o último dia de 2012 tem "uma única preocupação": administrar Campo Grande.

Reiterou que a Capital sul-mato-grossense transformou-se num centro prestador de serviços de alta tecnologia, ao mesmo tempo em que oferece índices "invejáveis e crescentes" de qualidade de vida.

Confira parte da entrevista:

Recentemente Campo Grande foi destacada como a principal capital do Centro-Oeste brasileiro a receber investimentos do Governo federal. A que o senhor credita essa posição?
À competência e à seriedade. Sem nenhum demérito para os ‘concorrentes’, já que se fala de uma espécie de ranking. A administração de Campo Grande tem competência para elaborar projetos conectados com a nossa realidade, nossas demandas, com eficácia e seriedade na aplicação dos recursos. Esse ciclo virtuoso se dá desde o início do primeiro mandato de prefeito do hoje governador André Puccinelli. De lá para cá, vimos aprimorando nossos mecanismos de gestão, tanto em relação à carteira de projetos quanto no que diz respeito a garantias de contrapartidas da Capital – e do Estado, claro, pois a União, os grandes agentes financeiros públicos, Caixa Econômica Federal, BNDES e Banco do Brasil não fazem apostas de risco. Sem falsa modéstia, temos sido bons investidores dos recursos públicos federais. Também asseguramos receita para bancar a execução de grandes obras e programas exclusivamente com recursos próprios. A exemplo da vida privada ou empresarial, banco não empresta para ‘quebrado’... Ou para inadimplente contumaz.

Se tivesse que dar uma nota para a sua administração. Qual seria e qual ponto o senhor entende que é o mais forte entre todas as outras áreas administrativas?
Primeiro, seria cabotino atribuir nota a mim mesmo. Em segundo lugar, acho que esse critério de atribuir notas a administrações públicas ou a administradores é muito simplista para medir algo que é muito mais complexo. Aliás, acho que para o homem público, para o líder que exerce mandato popular, a nota real é aquela que se mede pela quantidade de voto nas urnas. Considero que o sucesso ou fracasso de um governo, em qualquer instância, depende do conjunto de fatores. Assim fica difícil destacar algo.

Em sete anos a Capital experimentou ritmo forte de desenvolvimento urbano: novas avenidas, sistema viário moderno e valorização de áreas que, antes, eram apenas fundo de vale e brejos. O que mais prevê para seu último ano de mandato?
Claro que, fazendo funcionar esse extraordinário programa de infraestrutura viária, associado à apropriação pela cidade, pelo cidadão e por sua família, de extensas áreas verdes tiradas à condição de brejos ou grotões e promovidos a parques lineares com todos os equipamentos urbanos e de lazer, não tínhamos foco na valorização financeira das propriedades do entorno. Essa é uma consequência secundária para administração, embora nos cause grande felicidade constatar que é um benefício democrático, ‘horizontalizado’ ao longo dos grandes eixos viários. O que nos interessa mesmo e buscamos com esse sistema urbanístico-viário, sem equivalente em qualquer capital no Brasil, é a valorização do cidadão, a garantia de melhor qualidade de vida para sua família: o transporte mais rápido e seguro, a democratização do acesso ao lazer e ao saneamento, o afastamento definitivo do risco de transbordamento dos córregos. Estar à frente desse processo que incorpora essas vastas áreas verdes, transforma esses brejos, como você diz, em parques lineares definitivamente apropriados pela cidade, constitui uma satisfação impagável para mim, na condição de ser humano e líder político.

JUDICIÁRIO

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