Laudo pericial da Polícia Federal (PF) concluiu que o assassinato da liderança indígena Nízio Gomes, durante ataque de pistoleiros no dia 18 de novembro no acampamento Guayviry, na Fazenda Nova Aurora, rodovia MS-386, em Ponta Porã (MS), não teria ocorrido tendo em vista que “a quantidade de sangue apresentava possível compatibilidade com seu perfil e os demais indícios encontrados no local não foram suficientes para que confirmasse tal suspeita”. A informação é da Polícia Federal em nota oficial distribuída na manhã desta quarta-feira. “(...) até o presente momento, a polícia federal ainda o considera desaparecido, até mesmo porque restam mais evidências de que ele esteja vivo do que morto”. A teoria de sequestro também ''foi derrubada por terra''. Isto significa que”o ferimento de Nízio Gomes não foi o suficiente para causar sua morte, segundo o laudo”, informa a PF.
Com relação a principal testemunha, diz a nota que “o filho do Nizio, que no dia do evento, estava aguardando os agressores portando uma espingarda e que, no curso das investigações, levou ao conhecimento da polícia federal fato que sabia ser falso, no momento em que acusou pessoas que sabia inocentes de serem integrantes do grupo armado que atentou contra os indígenas, foi também formalizado o seu indiciamento pela prática do crime de 'Denunciação Caluniosa'".