Pesquisa feita em oito dos maiores supermercados de Campo Grande pelo Procon indicou, em todos, divergências de preços entre a gôndola e o caixa, ou seua, o consumidor encontra tabelado um preço na prateleira ou no produto, mas na hora de pagar, no caixa, o valor é outro.
"A princípio poderíamos pensar que se trata de má-fé, contudo, as divergências encontradas tanto são para maior quanto para menor, assim, se em alguns casos o supermercado tem lucro ilícito, em outros casos o supermercado tem prejuízo”, explica o superintendente do Procon, Lamartine Ribeiro.
Os supermercados que receberam a vista da equipe de fiscalização foram o Makro. Wall Mart, Maxxi, Carrefour, Extra (da Rua Maracaju), Comper (Avenida Ceará), Fort Atacadista (Norte/Sul) e Atacadão (Avenida Coronel Antonino).
Segundo o Procon foi verificada a existência de sérias falhas de sistema, controle dos preços que precisam ser corrigidos pelos supermercados. Os erros causam prejuízo tanto às empresas quanto aos clientes, sendo que na maioria dos casos o prejuízo maior é para o consumidor.
De acordo com os resultados divulgados pela fiscalização, os dois supermercados que apresentaram maiores diferenças na variação do preço foram o Makro e o Wall Mart, com percentual de 31% e 28%, respectivamente. A menor divergência notada foi no Atacadão da Coronel Antonino, com 6,45%. Durante os trabalhos foram verificados mais de 100 produtos em cada um dos oito supermercados.
A recomendação feita pelo Procon é que partir dessa fiscalização, o consumidor fique bastante alerta e passe a ter o hábito de conferir os preços para não ser lesado. Caso as pessoas identifiquem essa prática, devem ligar imediatamente no 151, ou ir até um dos pontos de atendimento da instituição.