As chuvas nesse início de ano na planície pantaneira não tem sido tão intensas quanto no planalto e algumas regiões, como Porto Murtinho, no extremo sudoeste, ainda enfrentam o ciclo da seca após uma das maiores cheias das últimas décadas. O Rio Paraguai revela nos bancos de areia e alertas de navegação da Marinha, devido às restrições do canal, a forte vazão entre julho e dezembro de 2011.
Depois de enfrentar uma enchente intensa e não prevista, ao concentrar, simultaneamente, as águas do Rio Paraguai e dos afluentes, em especial o Aquidauana e o Miranda, o município de Porto Murtinho está passando por uma seca há muito não registrada. Lá, o Nabileque, uma subregião do Pantanal, inundou e ocorreu morte de bovinos devido às dificuldades para retirada do gado.
Em Murtinho, o Rio Paraguai chegou a marca de 6.84 metros, entre 31 de julho a 2 de agosto, e ontem o nível era de dois metros com pequena oscilação na última semana. Em 2010, quando ocorreu uma cheia também forte, o rio na região estava em 3,20 metros nesse mesmo período do ano. As últimas previsões indicam que o Nabileque começa a receber água esta semana, para alívio dos pecuaristas.
Apesar das previsões indicarem subida das águas, a navegação está suspensa para grandes comboios, que trafegam com mínimo de sete pés (1,80 metros de nível) no Rio Paraguai. Os avisos da Marinha alertam para atenção redobrada (presença de pedras no canal). Em Assunção (Paraguai), a navegação é crítica devido à seca. O transporte de minério está paralisado em Corumbá desde dezembro.
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