Pacientes que sofreram rupturas de próteses de silicone da marca francesa Poly Implant Protheses (PIP) e da marca holandesa Rofil poderão realizar a retirada dos implantes com os custos cobertos pelos planos de saúde. A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e divulgada ontem. No entanto, a substituição só será gratuita caso as mulheres tenham se submetido a uma cirurgia de reconstrução da mama, indicada em casos de lesões traumáticas ou tumores, sem finalidade estética.
Em Mato Grosso do Sul, os cirurgiões plásticos estão sendo orientados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), por meio da regional do Estado, a entrarem em contato com as pacientes que fizeram implantes utilizando as marcas de silicone da PIP e Rofil para que sejam realizados os exames necessários. "Não houve tantos implantes em clínicas particulares, estas marcas foram bem pouco consumidas. O problema maior está em hospitais públicos, que tinham como distribuidores os representantes", explica o cirurgião plástico e presidente da SBCP/MS, Alcides Martins Arruda, de Campo Grande.
Segundo ele, a remoção será realizada em pacientes nas quais a prótese sofreu perfurações ou danos, permitindo o contato do silicone com o organismo. "A questão é que as próteses das duas marcas utilizam o composto químico industrial que é tóxico e pode provocar reações inflamatórias como dor e formação de líquidos", descreve Arruda.
As pacientes devem ficar alertas a dores e mudanças no formato dos seios. Caso haja qualquer alteração, deve-se procurar o médico responsável.
Em casos de próteses nas quais não houve rompimento, Arruda explica que as pacientes serão orientadas a realizar exames de rotina anualmente. "Mas caso haja surgimento de sintomas antes do tempo, deve-se procurar o cirurgião imediatamente", pontua. Segundo ele, as pacientes que fizeram implantes recebem um cartão nos quais constam informações sobre a marca das próteses, portanto, todas devem checar e seguir os procedimentos indicados.