O estelionatário campo-grandense foi apresentado para a imprensa na sede do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garras), ontem, mas já foi transferido para o sistema penitenciário. A polícia acredita que mais vítimas devem registrar boletim de ocorrência contra ele.
A prisão aconteceu a partir de uma denúncia anônima feita à polícia. Como havia um mandado de prisão em aberto, ele foi detido, em sua casa, no Bairro Piratininga. O último ''disfarce'' antes da prisão, era o de advogado.
No boletim de ocorrência consta que ele apresentou-se como jurista para uma família, cujo anfitrião tem 83 anos de idade. Estabeleceu vínculo de amizade e propôs realizar a partilha de bens do idoso; no caso, uma fazenda no Estado. Um rascunho de simulação da partilha foi feita pelo suposto advogado e o "documento" é agora uma das provas contra ele no caso.
Bem-vestido, o estelionatário não tinha dificuldades em chegar às vítimas. Como pastor também aplicou golpes contra fiéis, mas a polícia não informou os nomes da vítimas, apenas que houve um caso em que ele movimentou a conta bancária de uma mulher e efetuou saques. Além de se incorporar, por conta própria, várias profissões, ele confessou ter a vontade de tornar-se vereador.
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