Segundo o prefeito, que vistoriou ontem cedo as obras do entorno do Shopping Campo Grande, os maiores problemas concentraram-se na Bacia do Sóter, em função do volume de chuvas muito forte que atingiu a região e do rompimento da quarta barragem construída no córrego, que somou-se ao transbordamento do lago do Parque das Nações Indígenas. "Formou-se uma grande onda, o concreto (da barragem) não estava curado ainda, a água foi passando por cima das outras barragens e juntou com a água do lago do parque que transbordou", explicou.
Ainda de acordo com Nelsinho, as obras preventivas (antienchentes) da região do Shopping Campo Grande que já estavam prontas e custaram R$ 9 milhões não foram afetadas pelo grande volume de chuvas. "As duas obras que tiveram problemas foram a avenida nova (que custa R$ 2 milhões) e a barragem do Sóter (R$ 2 milhões)", informou. As despesas com os reparos destas duas obras, que ainda não haviam sido concluídas, deverão correr por conta das empreiteiras.
Preço
Os estragos da primeira chuva forte de 2012 em Campo Grande foram classificados pelo prefeito como um "desafio" a ser enfrentado e um "preço" a ser pago pelos agentes políticos pelo desenvolvimento da cidade, que tem seu perímetro urbano cortado por 33 córregos.
"Campo Grande sempre vai ter problemas relacionados a chuvas intensas, porque aqui faz parte da zona de convergência que desce da região norte, nós somos caminho dessa zona de convergência, há uma precipitação maior de chuvas nessa época e infelizmente isso causa transtornos", concluiu, lembrando que o município dispõe de um Plano Diretor de Drenagem Urbana que baliza as ações desenvolvidas pela Prefeitura no município, como a construção de barragens, bacias de contenção e dimensionamento do volume de chuva recebido pelos córregos às margens de vias asfaltadas.
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