Principal encargo da tarifa, o óleo diesel não teve impacto neste ano porque o valor segue congelado. Conforme a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio em fevereiro deste ano segue praticamente o mesmo do ano passado, R$ 2,138.
Bateu o pé
O prefeito Nelsinho Trad afirmou que bateu o pé para não conceder o reajuste de 11,1% solicitado pelas cinco concessionárias do transporte coletivo da Capital. Desde setembro do ano passado, os empresários pressionam o poder público para elevar o preço para R$ 3, o mesmo valor de São Paulo e o maior cobrado no País.
Trad frisou que considerou os preços dos insumos, que mais pesam na tarifa, e avaliou um reajuste abaixo da inflação, que não onere tanto o usuário. Ele avaliou que o novo valor, que entrará em vigor no dia 1º de março deste ano por força contratual, é compatível com o bolso do trabalhador.
Exigências
O prefeito autorizará o reajuste, mas fará algumas exigências que serão cobradas das empresas: Jaguar, Cidade Morena, São Francisco, Serrana e Campo Grande. A principal será o aumento de 35% no número de ônibus nos horários de pico. A Agetran e a Agência de Regulação vão fiscalizar o cumprimento deste ano. Nelsinho Trad afirmou que a medida vai diminuir a superlotação no sistema, uma das principais reclamações dos usuários.
O prefeito também vai manter em R$ 1 o valor da tarifa social, cobrada em seis datas comemorativas, como Dia das Mães (segundo domingo de maio), Dia do Trabalhador (1º de maio), aniversário da cidade (26 de agosto), Finados (2 de Novembro), Natal e Ano Novo.