Nenhum dos seis caixas eletrônicos explodidos no interior do Estado desde o início do ano, bem como o equipamento arrombado com maçarico, em Selvíria, no último dia 10, dispõem do sistema antifurto - que marca as notas com tinta - adotado apenas por alguns bancos para inibir furtos e roubos em caixas. A confirmação é do titular da Delegacia Especializada em Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), Roberval Maurício Cardoso Rodrigues, que avaliou a falta do dispositivo como uma deficiência por parte das instituições financeiras.
“Nenhum caixa que foi alvo de bandidos tem o recurso e eles estão usando as notas roubadas normalmente”, garantiu o delegado.
Nem todos os bancos adotaram o dispositivo antifurto, embora o sistema tenha a finalidade de dificultar a circulação das notas subtraídas durante praticas criminosas. Ao identificar que alguém está tentando roubar um caixa eletrônico, o dispositivo imediatamente mancha as notas daquele equipamento com uma pigmentação cor-de-rosa.
Em junho do ano passado o Banco Central editou uma norma dispondo que em situações de saque, inclusive em caixas eletrônicos, de notas danificadas por dispositivos antifurto, a instituição financeira deverá proceder a sua troca para o cliente. Esse procedimento tem que ser feito imediatamente, após a apresentação da cédula na agência bancária, juntamente com extrato bancário.
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