O fundador do site Megaupload, o alemão Kim Schmitz, também conhecido como Dotcom, acusado de cometer crime de pirataria virtual, foi posto em liberdade na quarta-feira (22) após conseguir liberdade condicional na Nova Zelândia, informou a imprensa local. Os EUA pedem a extradição de Schmitz, 38 anos, detido em 20 de janeiro em uma mansão de Auckland, ao lado de outros três diretores do Megaupload. O juiz Nevin Dawson, do Tribunal do distrito de North Shore, concedeu liberdade condicional ao criador do Megaupload por considerar que ele não representa uma ameaça de fuga.
Segundo o magistrado, o risco foi atenuado após a apreensão de todos os bens de Dotcom e da descoberta de novas contas bancárias em seu nome. "Tem razões de sobra para ficar com a família e lutar para recuperar seus bens", explicou o juiz. "Me sinto aliviado de poder voltar para casa e ver minha família, meus três filhos pequenos e minha mulher, que está grávida", declarou Kim Schmitz na saída do tribunal.
O alemão teve proibido o acesso à internet e não pode reservar voos de helicóptero. Ele deve ainda permanecer em sua propriedade de Auckland, exceto em caso de emergência médica.
A decisão do juiz neozelandês é um revés para a justiça americana, que deseja a extradição do empresário e de outros três diretores do Megaupload. Todos estão em liberdade sob fiança agora. Criado em 2005 e instalado em Hong Kong, o Megaupload, que afirmava reunir 50 milhões de usuários diários e representar 4% da rede, foi fechado em 19 de janeiro pela justiça americana.