Após recorrer à Justiça para garantir a continuidade das obras da Orla Morena 2, a Prefeitura de Campo Grande enfrenta agora “chuva” de processos que contestam o valor das indenizações que o município oferece pelos imóveis.
As batalhas judiciais não impedem que as casas e comércios, que darão lugar a pista de caminhada, ciclovia e área de convivência, sejam demolidas. Um sobrado e um bar já foram colocados abaixo, o que aumenta a apreensão dos 69 proprietários que tiveram os imóveis declarados de utilidade pública.
Da área de 2 mil metros quadrados, situada no cruzamento da Rua Eça de Queiroz com a Rua dos Ferroviários, que pertence o Antônio Beltramello, 62 anos, a prefeitura desapropriou 650 metros quadrados. Um bar que estava construído no espaço foi demolido em novembro do ano passado.
O mestre de obras afirma que até agora não sabe qual o valor proposto pela prefeitura para indenizá-lo, mas afirma que vai contratar corretores de imóveis para avaliar a propriedade e pedir o valor na Justiça. “O que sei é que querem pagar muito pouco para cada um. Eu já tive muito prejuízo. Só com o bar, que eu alugava, eu tirava R$ 400 por mês. A gente só quer que paguem logo e paguem o justo”, ressalta Beltramello.
Conforme consta na decisão do juiz José Ale Ahmad Netto, da 3ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos de Campo Grande, que em outubro de 2011, deferiu o pedido do município de “imissão provisória na posse” das áreas da Rua dos Ferroviários e Eça de Queiroz — ou seja, deu à prefeitura a propriedade das casas e estabelecimentos comerciais —, a avaliação dos imóveis soma R$ 379.477, 21. O valor já foi, inclusive, depositado em juízo pela administração municipal.
Leia mais no jornal Correio do Estado.