Dois anos depois do desaparecimento de Eliza Samudio, 25 anos, que teria sido morta a mando do goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo, a família de Bruninho, filho da jovem com o jogador, vai pedir à Justiça a penhora dos bens do ex-jogador para garantir o pagamento da pensão alimentícia da criança. Hoje com dois anos, o menino mora em Campo Grande com a avó materna, Sonia Fátima Moura, 45 anos, a quem o garotinho chama de mãe, o marido dela, Hernane Silva de Moura, 42, e o filho do casal, de 13 anos.
De acordo com a advogada da família, Maria Lucia Borges Gomes, nem a batalha pela guarda definitiva da criança, disputada também pelo pai Eliza, Luiz Carlos Samudio, que está preso em Foz do Iguaçu por abusar sexualmente de outra filha dele, foi vencida. Bruninho, que foi registrado apenas como Bruno Samudio, também ainda não foi reconhecido pela Justiça como filho de Bruno Fernandes, embora o goleiro já tenha declarado ser pai do menino.
Segundo a advogada, a Justiça garantiu, no ano passado, o direito de Bruninho à pensão, mesmo antes do fim do processo de reconhecimento de paternidade. Mas, como o pai da criança teve os bens bloqueados e o contrato com o Flamengo suspenso, até hoje, nada foi pago. “Agora nosso próximo passo é pedir a execução dos alimentos provisórios”, explicou Maria Lucia, destacando que a “dívida” do pai da criança é de 11 parcelas de 17,05% do salário dele, que era de cerca de R$ 129 mil. Significa que o menino tem direito a aproximadamente R$ 242 mil. “Como hoje o pai não tem renda, vamos garantir que a pensão seja paga com a penhora dos bens do Bruno”, explica.
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