As mesmas equipes que avaliam a viabilidade de instalação de quebra-molas e faixas elevadas são as que fiscalizam a necessidade de implantação de outros equipamentos como semáforos, radares e sinalização vertical e horizontal. Essa situação, segundo Janine, é o que impede que os pedidos de redutores de velocidade sejam analisados e atendidos com agilidade. “Temos que nos organizar e conforme agendamos, vamos aos locais e instalamos os equipamentos. Mas a demanda é sempre maior”.
Sobre a instalação de faixas elevadas próximo às escolas da cidade, o estudo sobre quais as que terão prioridade para receber o equipamento ainda está em andamento. A prefeitura já adiantou que vai colocar as travessias na proximidade de 30 escolas. O valor médio dessas travessias é de R$ 7 mil, mas varia conforme a altura do meio-fio e largura da via.
Projeto de lei da Câmara de Vereadores, sancionado com veto pelo prefeito Nelson Trad Filho, estabelecia a colocação dos aparatos em todas as escolas públicas e particulares da capital. No entanto, o veto foi justamente no artigo que definia a implantação imediata das faixas elevadas, o que para o Executivo Municipal é “inviável”.
Bairros
Para o conselheiro da Associação de Moradores do Imbirussú, Inocêncio Arce Salazar, a necessidade desses aparatos nas ruas é “fundamental” e reclama que há cerca de um ano fez um pedido de instalação de quebra-molas à Agetran, mas até agora não foi atendido. “Na avenida Rádio Maia tem um quebra-milas na altura do número 1300, mas no restante da rua não tem e como aqui é acesso para a Embrapa, o movimento é muito grande e abusam muito da velocidade. Precisamos de mais uma lombada”, avalia.
Já na avenida nova, a José Barbosa Rodrigues, o conselheiro acredita na necessidade de instalação de radares, travessias elevadas e faixas de pedestre. “A avenida é muito boa, sinalizada, mas faltam equipamentos para obrigar os motoristas a reduzirem a velocidade. Tem vezes que fica muito difícil atravessar a rua”, sustenta. Não existe previsão da Agetran para a implantação de radares ou outros equipamentos de trânsito na avenida.
Segundo Janine, os pedidos de redutores de velocidade partem de moradores e associações de todas as regiões de Campo Grande. “Não temos uma demanda concentrada em algum bairro ou região. Temos solicitações de todos os lados”, afirma. O diretor reitera que antes de qualquer instalação, é necessário uma avaliação do local, para verificar a viabilidade e a necessidade do equipamento.