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Mulheres combatem tráfico de drogas e reforçam a segurança no Estado

Mulheres combatem tráfico de drogas e reforçam a segurança no Estado

Redação

12/03/2012 - 00h00
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A condição de ser mulher não impediu a policial militar Sandra Alt Regina, de ser uma das responsáveis pela segurança do governador do Estado por alguns anos. No entanto, a PM é a única a estabelecer cotas de ingresso às mulheres: 10% de todo o seu efetivo, política que não ocorre nas polícias federal e civil. A policial considera o momento atual como uma fase de transição.

“Vivo dentro de uma transição na PM, de um tempo em que as mulheres não eram admitidas na corporação (até 1982)  para o momento em que se discute em nível nacional e também em Mato Grosso do Sul, o ingresso de mulheres por cotas”, relaciona a major Sandra Regina Alt, uma das quatro a ocupar o cargo no Estado.

Não há tenentes-coronéis, ou coronéis mulheres em exercício na PM. Para subir de posto na força, são necessários de 3 a 4 anos de permanência em cada um deles, reunir condições (como ter cursos extras), mas também é preciso que a vaga esteja aberta para o cargo. Outra opção para subir de posto é por merecimento: aí contam trabalhos técnicos desenvolvidos, medalhas e cursos realizados como pós-graduação.

Xerife
Uma das responsáveis pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico da Polícia Federal, em um estado considerado “corredor de passagem de drogas para o Brasil e o mundo”, a delegada P.B., que prefere não mostrar o rosto e nem ter o nome divulgado “como uma maneira de preservar a equipe e a si mesma”, é objetiva ao falar s-obre a condição de mulher e a profissão de policial. Para isso, cita Fernando Pessoa: “o que vemos não é o que vemos, senão o que somos”.  “Sou uma pessoa muito patriota, tenho verdadeira paixão pela minha profissão e não é porque sou mulher que a minha conduta dentro da polícia vai ser diferente”, aponta.

Cearense de Fortaleza, 36 anos, a delegada ingressou na PF há seis anos como agente e teve de mudar-se para a outra ponta do País: Epitassolândia (AC), com 8 mil habitantes, na fronteira com a Bolívia. “Era a única mulher na delegacia e nunca fui subjulgada por isso”, lembra-se.   

Em 2008, veio para Campo Grande como delegada da Polícia Federal e desde então permanece na divisão de combate ao narcotráfico. “A Polícia Federal trabalha em equipe. Nunca vou entrar numa casa de suspeitos sozinha. Isso não acontece na PF, sempre estamos trabalhando em conjunto. E nesta equipe há homens e mulheres”, descreve sobre sua rotina.

Major
A major Sandra Regina Alt, 36 anos, é uma das poucas mulheres na Polícia Militar que ocupam posto intermediário. Mesmo com a condição de cotas para ingresso na corporação, ela afirma que nunca sofreu preconceito da grande maioria de colegas homens. “São 17 anos de polícia e posso te dizer que nunca sofri preconceito”, descreve a major, embora reconheça que existem limitações legais na profissão. O percentual de no mínimo 10% do total de vagas em concursos da PM foi criado para oportunizar a inclusão de mulheres na PM. No entanto, nos dias atuais é fator de exclusão segundo alguns grupos, como pesquisadores na área social.

A PM criou uma comissão para avaliar a questão de cotas para ingresso na corporação. “Será avaliada a possibilidade de ampliação do quadro de mulheres na PM. Para isso, uma comissão foi instituída, a pedido do comandante-geral (Carlos Alberto David dos Santos) para avaliar as necessidades de aumentar o quadro, mas também avaliar o posicionamento da sociedade sobre o assunto”, disse.

Com emprego cada vez menor de força e o crescimento de uso de equipamentos pela polícia; estão oportunizadas mais vagas para elas; explica a major. Além da força, outra questão que vem alavancando o ingresso de mulheres no na PM é o novo paradigma de segurança pública, com a polícia atuando de forma mais humana e comunitária.

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use a fachada da Sesau na capa e mantenha a foto de Papy com Dr. Victor Rocha no meio da reportagem, próximo ao trecho sobre o ofício enviado à Prefeitura. Foto: Arquivo Correio do Estado.

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