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Polícia Federal

Estado é rota de entrada de agrotóxicos falsos

Estado é rota de entrada de agrotóxicos falsos

Redação

14/03/2012 - 09h00
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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (14) em Mato Grosso, a operação “São Lourenço”, para combater à falsificação, comercialização e contrabando de agrotóxicos. Serão cumpridos mandados de busca e apreensão em cidades de três estados, inclusive em Dourados (MS).

Segundo o site G1, um grupo pegava os produtos no Paraguai, atravessavam a fronteira por Mato Grosso do Sul. Eles falsificavam os produtos e vendiam para um outro grupo, que é composto por fazendeiros.

Até as 7h40min, seis suspeitos já tinham sido detidos durante a operação.

Conforme a PF, a operação é baseada em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá e os agentes devem cumprir 21 mandados de prisão temporária, 37 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de condução coercitiva em nas cidades de Poxoréu (MT), Primavera do Leste (MT), Jaciara (MT), Campo Verde (MT), Nova Xavantina(MT), Dourados (MS), Fernandópolis (SP), Monte Aprazível (SP), Miguelópolis (SP) e Ituverava (SP).

De acordo com as investigações, o quilo dos agrotóxicos podem chegar a R$ 20 mil. Eles eram oferecidos a fazendeiros da região de Rondonópolis e interior de Mato Grosso a preços bem abaixo do mercado. Na venda, era oferecida uma amostra de agrotóxico original. Após comprarem o agrotóxico, os fazendeiros recebiam toneladas dos materiais falsificados ou contrabandeados.

Entretanto, os fazendeiros quando lesados pelos falsificadores não denunciavam a fraude porque compravam o produto de maneira irregular. E porque, em alguns casos, compravam o produto contrabandeado, mas sem alteração química dos mesmos fornecedores. Esses fazendeiros foram indiciados por contrabando, compra irregular de agrotóxicos e compra de produto nocivo à saúde humana em desacordo com a legislação específica.

Já os vendedores e falsificadores devem responder por formação de quadrilha, falsificação, contrabando e crime ambiental. Dois irmãos comandavam um dos grupos e já foram presos por tráfico de drogas, estelionato, falsificação e uso de documento falso, crimes contra o sistema financeiro, além de serem reincidentes no contrabando de agrotóxicos.

A Polícia Federal afirma ainda que outros membros da quadrilha já responderam criminalmente por assalto, falsificação e uso de documentos falsos, furto, receptação. Alguns são reincidentes no crime de formação de quadrilha. As penas para os envolvidos podem chegar a quatro anos de reclusão, além de multa. As penas são cumulativas e podem chegar a mais de 15 anos de prisão.

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