Menos de 1%, ou 2,5 mil, do total de 270 mil passageiros diários do transporte coletivo em Campo Grande, ainda usam dinheiro para pagar a passagem, segundo a Associação das Empresas do Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (Assetur). O número é considerado baixo para a presidência da associação. “A aceitação do cartão foi bastante alta. A tendência é de que o número de pagantes com dinheiro diminua ainda mais”, prevê Sinval Martins, presidente da entidade.
No entanto, a Assetur reconhece que é preciso melhorar a comunicação nos pontos de venda de cartões recarregáveis automaticamente, e aqueles com prazo de 5 minutos a 24 horas, para aumentar ainda mais o percentual de usuários que pagam a passagem apenas com o cartão.
O Correio do Estado divulgou no sábado e na segunda-feira denúncias de usuários do transporte coletivo que informaram ter recarregado o cartão, mas ao entrar no transporte coletivo, não havia créditos para pagar a passagem - demorou dois dias para a recarga ser creditada. As reportagens também abordaram passageiros que foram obrigados a descer do ônibus por não portar o cartão. “Essas denúncias não chegaram para nós e ficamos sabendo dos casos pela imprensa”, informa o presidente da Assetur.
A orientação, esclarece a associação, é denunciar as situações para a Assetur: seja de recarga que ultrapasse as 24 horas ou de motorista que impeça o passageiro que não esteja com cartão de utilizar o ônibus. Para efetuar a reclamação é importante reunir informações como número da linha, horário, ou ainda, no caso da recarga, o número do cartão.