O Ministério Público do Trabalho interditou uma propriedade rural na região da Nhecolândia, cerca de 260 quilômetros de Corumbá (MS), por oferecer condições precárias de trabalho.
Conforme o procurador do trabalho Rafael Salgado, dez trabalhadores estavam alojados em barracos de lona. Alguns dormiam em redes. Eles faziam aplicação de veneno na pastagem sem uso de equipamentos de proteção individual.
Na fazenda, com área superior a 42 mil hectares e estrutura com pista de pouso, as camas eram tarimbas e não havia banheiros. Para tomar banho, era usado o açude. Embora houvesse água na sede, garrafas térmicas não eram fornecidas e os trabalhadores reaproveitavam recipientes de óleo mineral (lubrificante) para armazenar a água a ser consumida. Os empregados, que eram da região de Corumbá, foram retirados do local.
O representante da fazenda foi notificado a comparecer na sede do Ministério Público do Trabalho, em Campo Grande, para assinatura de Termo de Ajuste de Conduta (TAC), com o objetivo de sanar as irregularidades.
Com informações do site Bonito Informa