A produção do primeiro registro fonográfico do Hino de Mato Grosso do Sul e a criação do “Correio Infantil”, suplemento do jornal Correio do Estado, também integraram as ações iniciais.
MEMÓRIA
Em 1991, surgiu o Projeto CIM – Centro de Documentação, Imagem e Memória de Mato Grosso do Sul –, que fornece vasto material de pesquisa para estudiosos sobre a trajetória política, social e cultural de Mato Grosso do Sul. Por meio deste projeto foi possível reunir depoimentos de personalidades importantes. “Além do material registrado em vídeo, também temos fotografias, livros e jornais. Parte desse material está digitalizado. As entrevistas ainda são feitas com certa periodicidade”.
O Projeto CIM também tem outra ação: levar às escolas de Rede Municipal informações sobre história e a cultura local. A partir deste conteúdo, as instituições de ensino produzem os desfiles de aniversário da Capital, em 26 de agosto. “A culminância deste trabalho acontece todos os anos, numa grande festa com as escolas na Rua 14 de Julho”.
Em 1999, iniciou o Projeto Lendo Mais, Sabendo Mais, que visa, por meio da distribuição do jornal Correio do Estado às escolas, oferecer mais um elemento para o processo pedagógico em sala de aula. Para comemorar os 12 anos da iniciativa acontecerão nos dias 3 e 4 de maio, na Câmara Municipal, duas atividades para professores e interessados.
No primeiro dia, a jornalista e educadora Carmen Lozza, uma das pioneiras no País da união Jornalismo/Educação, falará sobre o projeto da Fundação, que ela acompanha desde o início da implantação e de iniciativas semelhantes feitas em outros estados. No segundo dia, o coordenador do projeto, Adriano Paiva, falará sobre a utilização das mídias sociais na educação.
COMUNIDADE
Atualmente, cerca de 50 escolas recebem diariamente o jornal. “Um aspecto importante: não é somente o aluno que tem contato com o jornal. Durante todo o dia, a publicação circula entre os professores, os servidores e até pessoas da comunidade que vão até a escola para ler o jornal”, destaca Maria Verônica. Inicialmente, os professores que entram no projeto recebem orientações de elementos do jornal, como a estrutura da notícia.
A FBR ainda coordena o Museu do Homem do Pantanal, em Corumbá. O ponto é importante centro de destaque da cultura e história da região. Neste ano, uma série de atividades especiais acontecerá no local. Uma delas é uma exposição com o artista plástico Jonir Figueiredo sobre aspectos arqueológicos da região. Também circulará por três cidades a exposição “Memórias do Pantanal rupestre”, que foi inaugurada em 2011. A mostra possibilita ao visitante conhecer por referências didáticas e artísticas as riquezas arqueológicas do Pantanal.
Para os interessados em conhecer o acervo da Fundação, o agendamento pode ser feito pelo telefone 3321 3030. O funcionamento é no horário comericial.

Arquivo / Correio do Estado