Médicos conveniados a planos de saúde em Mato Grosso do Sul cobram reajuste de 26,6% nos valores das consultas pagas pelas operadoras, além de padronização nos valores recebidos por procedimentos, de forma a acabar com distorções que chegam a até 40% em alguns casos. A categoria, que iniciou negociações neste mês com as quatro operadoras atuantes no mercado de MS, fará assembleia em junho e pode promover paralisação, caso os resultados das discussões sejam insatisfatórios.
As reivindicações integram pauta nacional dos médicos conveniados, que ontem realizaram o Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde, com suspensão das atividades pelos profissionais em 12 Estados. Mato Grosso do Sul não aderiu à paralisação, realizando somente divulgação à imprensa sobre a mobilização.
No Estado, há cerca de 2,8 mil profissionais atuando em planos de saúde, um segmento que atende 700 mil sul-mato-grossenses (desse total, 300 mil são conveniados à Cassems e à Unimed MS). Somente em Campo Grande, o índice de médicos conveniados chega a 90%, conforme estimativa do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM/MS) e Associação dos Médicos de MS (AAMS).
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