A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS) cobrou mais uma vez as autoridades responsáveis pela superlotação nos presídios sul-mato-grossense, situação antiga, porém de difícil resolução. Para o presidente da Comissão dos Advogados Criminalistas (CAC) Luiz Carlos Saldanha Rodrigues Júnior a situação, inclusive, transformam os presídios em "barris de pólvora".
Depois de noticiado pelo jornal Correio do Estado, a medida adotada pelo Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, de estender as horas de banho de sol, e que todos os presidiários estejam no pátio ao mesmo tempo, Saldanha comentou que se trata de uma medida paliativa. "A lotação é muito grande, tem 40 apenados em uma cela que cabem dez. Para isso, o Depen (Departamento Penitenciário) deve ter resolvido deixar os apenados fora das celas. Porém isso pode propiciar rixas entre grupos, e animosidades, que podem resultar em violência", alertou o presidente da CAC.
Com a superlotação, a falta de investimentos e o baixo número de agentes penitenciários, Saldanha avalia que a possibilidade de rebelião é grande. "Como a matéria (do Correio do Estado) disse, são mais de 140 apenados para um agente. Se resolve fazer uma rebelião, ninguém segura", afirmou.