Bem que se poderia homenagear pioneiros daquele cerrado onde havia invernada, catação de guavira e caça de codorna. Em vez de letras e números, as ruas do Bairro Nova Campo Grande ganhariam nomes de pessoas, perpetuando na memória da Capital o seu mais famoso loteamento, nascido em 1965, a 11 quilômetros do centro.
Para projetá-lo, a Companhia Imobiliária do Oeste Brasileiro (Cimobras) contratou em São Paulo o escritório de engenharia de Luiz Carlos Berrini Júnior, Aníbal Queiroz e Alberto Moratto.
A inauguração de Brasília, em 1960, trouxe a inovação das letras e números. Era mais prático para esses profissionais apressarem e concluirem o projeto com esse modelo. Resultado é que até hoje entregadores de pizzas "se perdem" à noite, por confundirem localizações. "Visitantes também", lembra Rubens Costa Correia, 57 anos, dois filhos casados, morador desde 1980 na Rua 59, nº 445: "Acho que nomes seriam bem melhores para as pessoas reconhecerem onde estão; nós temos facilidade porque vivemos no bairro," diz.
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