A fronteira Brasil-Bolívia, entre as cidades de Corumbá e Puerto Quijarro, permaneceu fechada por pouco mais de duas horas no final da manhã de hoje (25). A manifestação, articulada pelos comitês cívicos e autoridades municipais bolivianas, cobra a retomada do projeto siderúrgico de Mutún, paralisado há cerca de um mês.
O movimento, denominado "Paro", acontece em vários pontos do Estado de Santa Cruz, onde o cerro Mutún, um dos mais ricos em minério de ferro no mundo está situado. Na fronteira, o bloqueio começou às 11h e seguiu até pouco mais das 13h, entretanto em outros pontos de acesso aos municípios da Província de Gérman Busch, que engloba os municípios de Puerto Quijarro, Puerto Suárez e El Carmen Rivero Torrez , permanecem bloqueados por 24h.
Na fronteira, os manifestantes se aglomeraram e usaram carros para bloquear a passagem do lado boliviano, próxima à linha divisória da Ponte da Amizade. A interdição causou a formação de uma fila de veículos, principalmente com placas brasileiras, que buscavam o retorno do país vizinho. Até mesmo a estrada cabriteira, que seria uma alternativa para o retorno ao Brasil, esteve bloqueada.