Em coletiva de imprensa hoje (28), o delegado-chefe da Polícia Federal de Corumbá, Alexandre do Nascimento afirmou que as investigações da Operação Decoada foi baseada em "fortes indícios" de má gestão dos recursos públicos federais destinados às áreas de saúde, educação e infraestrutura. Quatro secretários municipais foram presos acusados de desvio de dinheiro público.
"As investigações começaram com base em levantamento de campo da equipe policial que detectou algumas obras em que não se via regularidade, contratações de pessoas por alguns milhões de reais e, muitas das vezes, as mesmas pessoas se repetindo na contratação com a administração. Isso chamou a atenção e foi feito todo o levantamento", explicou. "Temos provas documentais, de alguns processos analisados pela Controladoria Geral da União (CGU, escutas telefônicas e diligências de campo que documentaram alguns fatos", completou.
De acordo com o delegado, houve necessidade de afastamento de servidores dos cargos e decretações de prisões temporárias - pelo prazo inicial de cinco dias e que podem ser prorrogadas por igual período - para evitar prejuízo ao trabalho de investigação policial. "O objetivo da prisão temporária, nesse momento, é afastar as pessoas do local das funções para que não destruam provas, não atrapalhem as investigações", afirmou.
O inquérito da Polícia Federal investigando a existência do possível esquema fraudador não tem prazo específico para terminar. "Por conta da análise de todo o material coletado e da análise dos processos pela Controladoria Geral da União, a gente tende a estender esse prazo por alguns meses porque é muita coisa e tudo tem que ser muito bem analisado", antecipou o delegado.
Ele destacou também que não há investigações sobre o prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT). "Ele não é investigado. Nós não temos atribuição para investigar o prefeito nesse momento. Não temos autorização e nem atribuição", concluiu.
(Com informações do Diário Online)