A médica infectologista do hospital de Bonito, Caroline Franciscato, de 31 anos, foi indiciada por homicídio com dolo eventual - quando há consciência do risco de matar, pela morte da estudante Letícia Gottardi Côrrea, de 19 anos, no dia 7 de abril.
A médica é acusada de medicar dipirona a estudante, mesmo sabendo que ela era alérgica ao medicamento. Segundo o delegado Roberto Gurgel, a médica teria sido alertada pelo menos três vezes da condição da paciente.
Segundo aponta o inquérito policial, a estudante foi consultada quatro vezes no hospital. Na primeira, com o doutor Iber Gomes de Sá Netto, que verificou a alergia da paciente e, além do alerta oral, também fez anotações no relatório entregue para a doutora Caroline, durante a troca de plantão.
O segundo atendimento da jovem aconteceu na madrugada, quando ela continuou sentindo dores abdominais. Na ocasião, ela foi receitada com dorflex, medicamento que contém dipirona. A médica teria sido alertada pelo sogro da paciente, segundo o delegado.
Como não apresentou melhora no quadro clínico, Letícia voltou ao hospital às 6h do dia 7 com o noivo, onde foi medicada novamente com remédios a base de dipirona pela doutora Caroline. A paciente começou a passar mal durante exame realizado em um laboratório, por volta das 7h30min. Ela ficou pálida e teve de ser carregada até o hospital, onde não resistiu e morreu por anafilaxia (reação alérgica aguda).