As análises de documentos e computadores apreendidos na prefeitura de Corumbá pela Operação Decoada, no dia 24 de maio, confrontadas com as mais de 40 mil escutas telefônicas realizadas durante um ano e as investigações paralelas do Ministério Público, Controladoria Geral da União (CGU) e Polícia Federal caminham para materializar um dos maiores esquemas de corrupção no Estado.
O envolvimento de servidores da prefeitura e fornecedores não configura apenas em indícios de fraudes milionárias. “Há muitas provas concretas, em várias modalidades, com a participação de laranjas, coelhos (empresas que entram nas licitações com carta marcada) e pessoas de uma mesma família participando de certames”, garantiu o promotor de Justiça Luciano Anechini Lara Leite.
“Estamos ainda na ponta do Iceberg”, apontou ele, adiantando que grande parte do caso segue sob sigilo. Os ministérios públicos Federal e Estadual, a CGU e a PF estão atuando em conjunto na apuração dos recursos públicos. A parte criminal do processo deverá ficar a cargo do MPF, enquanto a 5ª Promotoria de Corumbá assume a parte relativa à improbidade administrativa, explicou o promotor.
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