Equipe do Laboratório de Bioprocessos da Unidade de Tecnologia de Células Animais (TCA) do iBET/ITQB-UNL, em Portugal, está um passo mais próximo de reproduzir a complexidade do fígado humano " in vitro" .
Projeto desenvolvido em colaboração com a Cellartis - empresa responsável por colocar no mercado células hepáticas e cardíacas derivadas de células estaminais humanas - permite manter células de fígado humanas (hepatócitos) em cultura durante longos períodos de tempo.
Como explica Paula Alves, a descoberta pode dar origem a duas situações: "Podemos fazer modelos mais representativos do que se passa no organismo para desenvolver drogas e ensaios de toxicidade" ou "podemos pensar que, num futuro próximo, haverá um fígado bioartificial com uma componente biológica que permita manter a função hepática dos doentes durante algum tempo" .
Segundo a cientista, o modelo desenvolvido na pesquisa se configura como mais um passo no sentido de desenvolver um fígado bioartificial. No entanto, sublinha," ainda há muito trabalho" para fazer. O fígado bioartificial " nunca vai substituir" um fígado humano mas se os doentes em " fase crítica tiverem esse apoio podem se salvar" , sublinha Paula Alves.