Conselhos amorosos à parte, a reportagem do Correio do Estado decidiu descobrir o que querem nesta data festiva aqueles que estão entrelaçados. E, por unir criatividade e romantismo, um casal adolescente cativou nossa atenção ao escolher o Dia dos Namorados para passar a tarde no Parque das Nações Indígenas, promovendo um singelo piquenique.
Marina Marques e Fábio Henrique são estudantes e têm, respectivamente, 14 e 16 anos. Namoram há um ano e quatro meses e se conheceram há quatro anos, quando moravam no mesmo condomínio. A ideia do piquenique veio de Fábio, que costuma andar de skate na pista do parque.
“É um lugar bonito e nós podemos assistir ao pôr-do-sol. Imaginei que seria legal, ter um momento nosso para conversar, aproveitar a paisagem e ficarmos juntos, tá ligado?”, descreve. Para o jovem, a data é especial e deve ser comemorada, assim como os aniversários de namoro. “Se a gente pode aproveitar para ficar junto, por que não?”, completa.
Como toda boa história de amor, o casal enfrentou alguns percalços. Apesar de terem se conhecido no mesmo condomínio, eles perderam contato quando Fábio se mudou. “Um dia, uma amiga me passou o e-mail dele e voltamos a conversar. Acabamos combinando de nos encontrar no aniversário de uma amiga”, lembra Marina. Por obra do acaso, os dois passaram a estudar na mesma escola depois de algum tempo e, enfim, decidiram que o namoro era o caminho a ser seguido.
UM DIA É POUCO
Como trabalhar é preciso e terça-feira não é feriado, há quem escolha curtir o Dia dos Namorados em momentos alternativos. Foi o que fizeram Adeilson da Silva, de 23 anos, funcionário de uma transportadora, e Juliana Campelo, de 21, que trabalha como auxiliar de saúde bucal. Ontem, eles aproveitaram uma folga para ir ao cinema.
“Vamos comemorar no fim de semana. Ainda não temos nada planejado, mas não vamos deixar passar em branco”, afirma Adeilson. O casal, que atualmente mora junto, vê a data como um momento especial para fugir da rotina. “O importante é ter um dia para ficar junto e evitar que o relacionamento se torne repetitivo”, completa Juliana.