O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, assinou um documento autorizando a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira a quebrar seus sigilos bancário, fiscal e telefônico pelos últimos cinco anos. O governador já havia feito a autorização verbalmente, mas membros da oposição pediram que ele assinasse um documento para oficializar a autorização.
Com a medida, os membros da CPMI pretendem esclarecer se Agnelo recebeu dinheiro do grupo comandado pelo empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que é suspeito de controlar um esquema de jogos ilegais e de fraudes em licitações públicas para beneficiar a Construtora Delta.
Depois de responder a diversas perguntas sobre a compra de uma casa no valor de R$ 400 mil, que seria incompatível com seu patrimônio, o governador distrital disse que os parlamentares poderão checar as informações prestadas no seu sigilo bancário. “Está aí, você vai poder checar no meu sigilo bancário como foi feito o pagamento: tem cheques, tem depósitos, está tudo aí”, disse.