Cidades

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Comissão da Verdade vai acessar relato de Dilma sobre tortura

Comissão da Verdade vai acessar relato de Dilma sobre tortura

Redação

19/06/2012 - 05h00
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Uma assessora da Comissão da Verdade está em Belo Horizonte e vai acessar o depoimento da presidente Dilma Rousseff, arquivado no Conselho de Direitos Humanos de Minas (Conedh-MG), sobre as torturas que sofreu enquanto estava presa no período da ditadura militar, informou nesta segunda-feira o coordenador do grupo, Gilson Dipp, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

"A pesquisadora já estava lá, com pesquisas que tem na Universidade Federal de Minas Gerais, e vamos aproveitar para que ela faça esse contato", disse Dipp à Agência Brasil. Segundo ele, a assessora poderá auxiliar a comissão verificando, além dos arquivos divulgados no domingo e hoje pelos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas, outros documentos que ainda não tenham sido abertos.

No testemunho prestado por Dilma em 2001, ela descreve as sessões de tortura às quais foi submetida em 1972, em Juiz de Fora. Ela revelou que chegou a ser agredida com socos no maxilar. "Minha arcada girou para outro lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente se deslocou e apodreceu", relatou Dilma. "Só mais tarde, quando voltei para São Paulo, o Albernaz (capitão Alberto Albernaz, do DOI-Codi) completou o serviço com um soco, arrancando o dente."

Gilson Dipp disse que ainda não foi discutida, dentro do grupo, a possibilidade de ouvir a presidente sobre as torturas que ela sofreu em Minas Gerais.

Segundo as reportagens publicadas pelos jornais, do grupo Diários Associados, Dilma tinha 22 anos quando foi presa. Ela militava no Comando de Libertação Nacional (Colina), grupo considerado terrorista pelos militares, e usava codinomes como Estela, Stela, Vanda, Luíza, Mariza e Ana.

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