Possibilidade de tombamento judicial do canteiro central da Avenida Afonso Pena, que foi proposta pelo Ministério Público Estadual nesta semana e atualmente está sob análise do Poder Judiciário estadual, divide opiniões de cidadãos campo-grandenses ouvidos ontem (30) pelo Correio do Estado.
De um lado, está em jogo a preservação das características de um dos maiores cartões postais da cidade, e do outro, a adequação de Campo Grande a um fluxo de veículos cada vez maior a cada ano, o que requer melhorias no sistema de trânsito e em consequência na principal via de circulação da Capital sul-mato-grossense, de 7,5 quilômetros de extensão. Uma delas está em estudo pela Prefeitura — o estreitamento em até 1,5 metro de alguns trechos do canteiro da avenida, para dar lugar a corredores de transporte coletivo, proposta que já foi aprovada pelo Ministério das Cidades.
Embora reconheça que a Prefeitura tem autonomia para promover mudanças no canteiro da Avenida Afonso Pena, o aposentado Ataliba Alli, 71 anos, é contra alterações radicais que possam desfigurar um dos diferenciais da Avenida Afonso Pena, o canteiro arborizado. “Essas árvores estão aí há 80 anos. Eu era moleque e essas árvores eram pequenas, mas o meu pai viu quando elas foram plantadas, na época em que ali (Praça Ary Coelho) era cemitério. Acho que não pode mexer”, comentou.
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