A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) iniciou, no último mês, a construção de uma rede de interação e aprendizagem para apoiar a cadeia produtiva da ranicultura (criação de rãs). O objetivo é permitir que os diversos criadores troquem experiências e conheçam as novas tecnologias destinadas à criação de rãs, por meio do contato com a Embrapa e com outras instituições como a Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Segundo Priscila Almeida, da Embrapa, a rede surgiu com a proposta de melhorar a cadeia produtiva, já que, no passado, a empresa tentou transferir tecnologia aos criadouros de rãs, mas não teve sucesso por causa de uma série de problemas.
Ela explica que os criadores, atualmente, não têm, por exemplo, uma produção constante. Com isso, existe a dificuldade de se investir em um maquinário que poderá ficar subaproveitado. Acredita-se, ainda, que grande parte dos criadores não tenha na ranicultura sua fonte de renda principal.
De acordo com Priscila Almeida, se a cadeia produtiva for mais organizada e os criadores tiverem um acesso mais facilitado a técnicos da Embrapa e de universidades, ficará mais fácil transferir tecnologia e ampliar a produção.