Onças que nunca viveram em seu habitat e nunca tiveram contato com os pais. Essa é a situação de 11 felinas pardas que chegaram ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), em Campo Grande, e que não poderão viver livres na natureza. Todas elas chegaram ainda filhotes ao centro e as mais velhas, que são três, tem sete anos de idade. A mais novinha tem pouco mais de um mês de vida e ainda nem foi colocada na jaula com outros três filhotinhos. “Ela chegou esta semana (passada)”, contou o veterinário Álvaro Roberto Cavalvanti.
Ainda inofensiva, mas bastante brava, a mais nova oncinha do Cras começa a viver a mesma situação das outras de sua espécie: o cativeiro. “Elas vão ficar aí até que alguém se disponha a cuidar delas ou para sempre.Elas não têm condições de serem reintroduzidas na natureza”, afirmou Cavalcanti.
Isso porque as onças do Cras e claro, de outros cativeiros controlados como zoológicos e centros de reabilitação, estão acostumadas com a presença humana, o que é um risco para elas “Se elas forem soltas na natureza elas vão caçar normalmente, e esse não é o problema. Mas como estão acostumadas com o homem não teriam problema em se aproximar dos centros urbanos, por exemplo, e correriam o risco de serem mortas e abatidas”, comentou.
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