Para ser bom motorista, o candidato ou candidata a receber a carteira nacional de habilitação (CNH) tinha aulas à noite e em dias de chuva, conhecia a troca de faróis, trocava pneus, sabendo exatamente a potência do motor do carro. Preparava-se a pessoa para dirigir não apenas na malha urbana, mas em rodovias estaduais e federais.
Esse era o retrato do Rio de Janeiro nos anos 1960, no século passado; hoje pode servir de reflexão para os mais de 17 mil habilitados (média obtida pelo Detran entre março e junho) em Mato Grosso do Sul.
No entendimento do ex-instrutor de trânsito e policial federal aposentado Manuel Correia Ribeiro, 80 anos, motorista há 60, sem qualquer infração, a aplicação de regras rígidas permitiam formar bons condutores. “Dirigi pela primeira vez um automóvel Chrysler, de meu pai”, ele recorda.
Correia lamenta o que considera uma inversão de valores: “Atualmente há pessoas que adquirem o carro na concessionária antes mesmo de obter a carteira”.
Leia mais no jornal Correio do Estado