Após quase cinco horas de argumentação, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta sexta-feira (3) que o caso conhecido como esquema do mensalão “maculou a República” e pediu a condenação de 36 dos 38 réus do processo.
Ao final da exposição, ele requereu a expedição dos mandados de prisão "cabíveis" assim que o julgamento terminar. O julgamento tem previsão de avançar até o início de setembro. A expectativa era de que advogados pudessem aguardar a publicação do acórdão pelo Supremo para questionar a decisão.
No segundo dia de julgamento do processo, o procurador também fez um desabafo: "Em 30 anos de Ministério Público, completados no dia 12 de julho último, jamais enfrentei, e acredito que nenhum procurador-geral anterior, nada sequer comparável à onda de ataques grosseiros e mentirosos de caudalosas diatribes e verrinas, arreganhos de toda espécie, por variados meios, por notórios magarefes da honra que não possuem, tudo a partir do momento em que ofereci as alegações finais nesta ação penal."
Gurgel disse estar “plenamente convencido” de que as provas produzidas “comprovam a existência do esquema de cooptação de apoio político descrito na denúncia”.